Reflexão é Sabedoria...
Namastê meus amigos!
Recebemos mais um texto do nosso caro amigo Kheóps. Espero que apreciem o texto.

JÚBILO OU PRAGA?
Outro dia tive a oportunidade de ir até à feira e na volta, passando por uma das inúmeras barracas, envolvido por pessoas alegres e dinâmicas em suas atividades, deparei-me com um cenário que quero usar para ilustrar um ponto que acho interessante no que diz respeito aos conceitos religiosos que construímos e moldamos a nosso bel-prazer para nossas vidas.
Numa dessas tantas barracas, várias moças estavam conversando animadamente quando uma delas exultou por ter sido aprovada numa entrevista para um emprego. Toda feliz, contava seu sucesso às amigas e conhecidas. Quando a mesma estava indo embora, uma dessas “amigas”, a de mais idade, lhe disse: “Quero ver toda essa felicidade continuar se você, ao chegar a casa, não acender uma vela para Nossa Senhora! Você vai ver o que te acontece!”
Essa frase me assombrou tanto que não pude deixar de me incomodar; quer dizer que se a pobre coitada não acender uma vela para a Virgem Santíssima, ela será sumariamente castigada? A Mãe Divina, que não tinha nada a ver com a história, a mando da “amiga” descerá dos Céus e punirá a jovem de uma forma horrível, consoante o tom de voz da pretensa “amiga”. Imaginem vocês, caros leitores. Como pode uma pessoa querer o bem da outra, invocando uma obrigação religiosa do nada para que os outros cumpram com um ritual, que sequer se comprometeram em fazer, e ainda rogam uma praga para a pessoa, implantando em seu subconsciente um terror, de que, se não acender a dita vela, poderá até perder o novo emprego! Como se a Divindade estivesse com um chicote de plantão, esperando só o chamado para fustigar o lombo alheio só por não ter sido beneficiada com uma... vela!
Bem, essa história pode ir longe, se desmembrando em vários leques de estudo, alguns deles, são, a inveja alheia; o medo; a intenção negativa; a maldição; valer-se de uma estrutura tida como divina para castigar uma possível falha alheia; gerar uma dependência nas pessoas de que tudo emana desta ou daquela divindade e nossos esforços são inócuos, e por aí vai.
Se ao invés de ter semeado o terror divino no seio da moça, sua “amiga” tivesse dito outra coisa, tal como, - ainda no patamar divinal – “Agradeça a Nossa Senhora por isso!”, “Louve a Deus!”, ou ainda, um simples: “Que ótimo, fico muito feliz por você!”, as coisas seriam muito, muito diferentes, o que se sentiria dessa “amiga”, seria sim uma energia autêntica de felicidade pelo próximo e não uma rabugice religiosa.
Por tal, estejamos atentos com o que desejamos e colocamos aos nossos entes e demais de nosso convívio, um simples voto de alegria não deve e não pode sair de nossos lábios maculados por uma praga, uma maldição e uma pré-condição divinal, apoiada num castigo misterioso vindo sabe-se lá de onde. O tamanho do equívoco cometido é mais comum do que pode parecer, algumas pessoas atribuem essas funções, com fortes tendências cristãs, às entidades divinas de tal forma que as mesmas, absurdamente, assumem o trabalho do próprio diabo! Assim, se tivéssemos sempre em mente o amor, o perdão e a gratidão, nossa existência seria muito mais suave nesta Terra e nos mundos internos.
Felicidades fraternas.
Kheóps.
28-08-2009.
Agradecemos a disponibilização exclusiva deste texto Kheóps. Aguardamos mais textos de reflexão sincera como esse.
Pode comentar e acrescentar informações sobre o tema na Comunidade Consciência Astral/ IDCMEE/ TE ou então nos deixe um comentário curto aqui mesmo.
Se quiser contribuir para o IDCMEE com textos, poemas, mensagens espirituais, nos envie um email para conscienciastral@gmail.com e aguarde contato.
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Numa dessas tantas barracas, várias moças estavam conversando animadamente quando uma delas exultou por ter sido aprovada numa entrevista para um emprego. Toda feliz, contava seu sucesso às amigas e conhecidas. Quando a mesma estava indo embora, uma dessas “amigas”, a de mais idade, lhe disse: “Quero ver toda essa felicidade continuar se você, ao chegar a casa, não acender uma vela para Nossa Senhora! Você vai ver o que te acontece!”
Essa frase me assombrou tanto que não pude deixar de me incomodar; quer dizer que se a pobre coitada não acender uma vela para a Virgem Santíssima, ela será sumariamente castigada? A Mãe Divina, que não tinha nada a ver com a história, a mando da “amiga” descerá dos Céus e punirá a jovem de uma forma horrível, consoante o tom de voz da pretensa “amiga”. Imaginem vocês, caros leitores. Como pode uma pessoa querer o bem da outra, invocando uma obrigação religiosa do nada para que os outros cumpram com um ritual, que sequer se comprometeram em fazer, e ainda rogam uma praga para a pessoa, implantando em seu subconsciente um terror, de que, se não acender a dita vela, poderá até perder o novo emprego! Como se a Divindade estivesse com um chicote de plantão, esperando só o chamado para fustigar o lombo alheio só por não ter sido beneficiada com uma... vela!
Bem, essa história pode ir longe, se desmembrando em vários leques de estudo, alguns deles, são, a inveja alheia; o medo; a intenção negativa; a maldição; valer-se de uma estrutura tida como divina para castigar uma possível falha alheia; gerar uma dependência nas pessoas de que tudo emana desta ou daquela divindade e nossos esforços são inócuos, e por aí vai.
Se ao invés de ter semeado o terror divino no seio da moça, sua “amiga” tivesse dito outra coisa, tal como, - ainda no patamar divinal – “Agradeça a Nossa Senhora por isso!”, “Louve a Deus!”, ou ainda, um simples: “Que ótimo, fico muito feliz por você!”, as coisas seriam muito, muito diferentes, o que se sentiria dessa “amiga”, seria sim uma energia autêntica de felicidade pelo próximo e não uma rabugice religiosa.
Por tal, estejamos atentos com o que desejamos e colocamos aos nossos entes e demais de nosso convívio, um simples voto de alegria não deve e não pode sair de nossos lábios maculados por uma praga, uma maldição e uma pré-condição divinal, apoiada num castigo misterioso vindo sabe-se lá de onde. O tamanho do equívoco cometido é mais comum do que pode parecer, algumas pessoas atribuem essas funções, com fortes tendências cristãs, às entidades divinas de tal forma que as mesmas, absurdamente, assumem o trabalho do próprio diabo! Assim, se tivéssemos sempre em mente o amor, o perdão e a gratidão, nossa existência seria muito mais suave nesta Terra e nos mundos internos.
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Kheóps.
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